o que fazem com as nossas coisas?

15 Out
E quando a gente morre, o que fazem com nossas coisas?
 
Meu avô faleceu há três anos. O guarda-chuva dele continua lá. Intacto, onde ele deixou pela ultima vez antes de ir pro hospital. E não é questão de “preguiça” – o guarda-chuva faz parte daquele ambiente. Já faz parte da decoração. Ninguém quis mexer em sinal de respeito – talvez por causa da dor do luto. Minha mãe ainda chora quando o vê.
 
Vejo coisas que minha mãe guarda da minha infância – aquele vestido que ela adorava que eu usasse, a minha ultima mamadeira ou o primeiro sapatinho. Ela guarda, e eu vou guardar tambem quando ela decidir partir. Mas e meus filhos, guardarão esse pedacinho da minha história? Vão se interessar pelas minhas milhares de fotos de quando era criança? Não sei. Vai saber.
 
Parece que as pessoas estão gostando de se conectar com o passado. Câmeras retrô, aquela foto amarelada no fundo da gaveta, aquele caderninho com as enquetes da terceira série que perguntavam como foi o seu primeiro beijo – e todo mundo mentia, claro. Procuramos os amigos de infância pra saber quem já casou, quem já tem filhos ou quem se deu bem na vida. E nem é curiosidade – é pra relembrar os velhos tempos. 
 
Sempre me pego rindo de umas histórias da infância da minha mãe ou do meu avô paterno (ele é um ótimo contador de histórias, e fico feliz em ter herdado isso dele). Contam com tanto gosto das fugas pro riacho, da igreja aos domingos e da simplicidade da vida. Infelizmente, não têm nada que retratem esses tempos. Então, deixamos a imaginação fluir e tudo fica num tom sépia na nossa mente. No futuro, com tantos registros, ficará difícil imaginar assim. Afinal, aquele docinho incrível foi retratado no instagram e aquela história engraçadíssima foi contada no blog pessoal. Nada contra tudo isso – até porque estou aqui, escrevendo esse texto em um blog – mas fico pensando se não seria melhor guardar uma história engraçada no coração e só contar pras pessoas daqui 50 anos.
 
Vai saber.
 
Image
Anúncios

252 dias.

14 Ago

Há 252 dias, eu entrava de cabeça no projeto mais fantástico da minha vida. Ou pelo menos, em um dos mais fantásticos dos quais eu já pude fazer parte. Não sei se já descrevi o sentimento pra alguém que lê isso aqui (e alguém lê?), mas foi muito bonito ser chamada pra escrever no Lomogracinha.

Na época, eu nunca tinha falado com a Natália e falava muito pouco com a Larissa. (vamos lá: a Natália estudou na mesma escola que eu, mas era um ano mais nova, e a Larissa é irmã do melhor amigo do meu marido.) Acabamos entrando nesse mundo da fotografia meio que de para-quedas, por puro amor.

O que esses 252 dias já me renderam?

Me renderam ótimas histórias, que contarei pras minhas filhas e meus netos. Me renderam fotos, filmes, câmeras, risadas, viagens, passeios, gente nova e interessante (tá, alguns nem tanto.)…

Se eu imaginava, há 253 dias atrás, que teria tantas câmeras, fotos, histórias, tudo isso hoje? Não mesmo.

Um dia, meu marido me disse que nossas amizades se completavam, e elas eram a calma que faltava pra minha loucura – e eu era a loucura que faltava pra paz delas. Elas parecem mesmo estar mais soltas, mais doidas, mais tudo. E eu, continuo na tentativa de ficar mais calma. Tô tentando, eu juro. 🙂

Hoje eu redescobri o real valor de uma amizade. De um ombro amigo (ou um whatsapp mesmo), de risadas, lágrimas, corridas de carro, faltas na faculdade, um karaokê ou uma simples conversa no Facebook. Descobri tudo isso graças à elas. Porque elas me fazem rir demais, elas me entendem, e me aceitam mesmo quando eu falo que gosto de Lady Gaga e não gosto de Woody Allen (e olha – tem que amar MUITO mesmo pra aceitar essas coisas).

Que venham mais viagens, mais filmes Lady Grey ou X-Pro, que tenhamos muitos dias de sol na praia para podermos usar um ISO baixo, muitas noites frias no Bella Paulista e muitas fotografias pelas ruas. Que venham mais pautas, mais posts, mais sucesso, mais tudo de bom. Que eu esteja com vocês, mesmo que distante fisicamente, mas que esteja ali. Pronta pra ajudar. Porque hoje eu sei o valor dessa amizade, e jamais vou querer que vocês fiquem longe de mim.

Muitos dias felizes e muito sucesso pro Lomogracinha – porque com o amor que a gente tem por tudo isso, com certeza iremos longe.

Image

p.s.: eu gosto quando acordo sentimental. 🙂

as duas da manhã.

27 Fev

sábado, enquanto eu morria de dor de dente, decidi ir ao supermercado – as 2h da manhã. enquanto eu pegava frutas e o thiago empurrava o carrinho, começou a tocar uma música e eu comecei a dançar. mas não queria dançar sozinha, então fui dançar com ele, e ele entrou na brincadeira, rodopiando comigo, me dando beijos e abraços.

 

foi quando um senhor, de uns 40 anos, ficou sorrindo pra gente, de longe, só analisando. ele passou por nós dois e disse: ‘isso faz bem, continuem assim’, com um sorriso nostálgico.

 

 

certeza que ele já dançou no supermercado com alguém que ele amava muito.

 

 

e são nesses momentos que eu tenho a certeza de que casar com ele foi a melhor escolha que já fiz na vida. 🙂

das saudades…

6 Out

Olha, gente. Ia fazer um post super bafônico sobre ‘política-aborto-legalização da maconha’, mas ah, mó preguiça. Ainda mais depois que saí do trabalho e vi a situação atual do meu apartamento.

Continuar a ler

dos meus traumas…

2 Out

Cara, decidi postar uma coisa muito da inútil aqui. Sei que metade do povo nunca vai entender meus traumas, mas sei que tem gente lá fora que me entende e vai dizer ‘abraço, irmã, você disse o que eu sempre pensei’. (Samille, numero 2 e 3 é pra gente. HAHAHA).

Vou nomear meus traumas de infância. Lá vamos nós.

Continuar a ler

das bandas que eu já vi e das que eu ainda quero ver… (parte II)

19 Set

Depois de algumas horas caçando ingressos velhos nos meus arquivos, achei alguns. E voltei para escrever, claro.

Alguns shows que eu tenho o ingresso eu nem cheguei a ir, caros amigos. Que tristeza. Mas voltemos ao post, certo?

Continuar a ler

das bandas que eu já vi e das que eu ainda quero ver… (parte I)

16 Set

Música. Cara, música é uma coisa incrível. Um dia, quando minha mãe estava aqui me visitando, eu estava dirigindo e ela desligou o rádio do meu carro. Fiquei um tempo sem música e comecei a perceber que o meu humor estava indo pro brejo. Foi quando eu liguei Lady Gaga (não me julguem) e toquei um foda-se. Oras, o carro é meu, posso ouvir música SIM!, preciso de música pra viver SIM. (e hoje em dia, meus caros amigos, minha mãe gosta de Lady Gaga e de Amy Winehouse. tsc tsc.)

Anyways, eu era bem menos apaixonada por música antes de conhecer o Thiago. Ele, grande fã dos Ramones, meio que me levou pro mundo underground pra ouvir umas bandas boas… Eu, grande fã de The Clash, fui. E amei a viagem.

Continuar a ler

Hello world!

16 Set

Bom, prometo tentar escrever coisas interessantes aqui. Prometo.

Mas volto outro dia pra fazer isso…